10 idéias para a Educação Brasileira
21 de outubro, 2009 (5 semanas atrás) | ciee_gabriella.goncalves@promon.com.br | Geral
As nações que desenvolveram qualidade de ensino se tornaram referências internacionais em gestão escolar. Veja abaixo medidas-chave para aprimorar a Educação.
Seleção e Formação dos Professores
Na Coreia do Sul, o vestibular para a carreira de professor está entre os mais difíceis e só os 5% de candidatos com as melhores notas são aceitos. O mestrado é obrigatório. No Brasil, 28% dos docentes não têm nível superior.
Investimento no Fundamental
Para chegar ao estágio atual, a Coreia investiu 10% do PIB em educação por uma década. O Brasil investe por ano 3,2% do PIB nessa área. Um aluno do Ensino Fundamental custa 1 700 reais por ano, um sétimo do que gastam países europeus.
Estrutura Adequada
As bibliotecas de escolas coreanas atraem famílias nos fins de semana. No Brasil, só metade das escolas públicas do Fundamental possui biblioteca, 25% têm acesso à internet e 15% laboratório de ciências.
Renumeração atraente
O salário inicial de um professor coreano equivale a 4.000 reais por mês. O valor pode dobrar em 20 anos. O salário médio dos professores no Brasil é 1.500 reais, 37% abaixo da média dos profissionais diplomados em geral
Exigência na Gestão
Em Cingapura, os candidatos a diretor de escola têm de estudar administração. Depois, passam a ser avaliados em função dos resultados. Para ser diretor de escola brasileira, basta ter diploma de pedagogia ou licenciatura em educação.
Valorização dos Melhores
As verbas destinadas às universidades no Chile têm uma parte variável, fixada por avaliação do desempenho dos alunos e dos projetos realizados. No Brasil, professores e diretores, sejam eles excelentes ou ruins, ganham o mesmo.
Prioridade do Estado
Nos anos 70, o índice de analfabetismo na Irlanda era de 35% ? hoje, é de 0,1%. Para conseguir esse resultado, os três maiores partidos políticos do país fizeram um pacto que sobreviveu a quatro trocas de presidente.
Dedicação dos alunos ao estudo
Os estudantes coreanos entram na escola às 7 horas e só saem às 16. Os alunos brasileiros da rede pública não passam mais que 5 horas por dia em aula. Ampliar a carga é uma etapa a vencer, após colocar todas as crianças na escola.
Reforço para quem precisa
Na Finlândia, de cada sete professores há um voltado para aulas de reforço, pelas quais passam 20% dos alunos. O MEC recomenda que o professor dedique 4 horas por semana a reforço, mas isso não é fiscalizado.
Envolvimento da família
A educação das crianças chega a consumir 30% do orçamento das famílias coreanas. Um estudo da Unesco apontou a falta de envolvimento dos pais na vida escolar como uma das causas da violência nas escolas no Brasil.




