Promon Voluntariado

Oportunidades

ONG no Jabaquara procura voluntários de Engenharia

19 de Março, 2009 | Fabio Risério

Centro Assist.Cruz de Malta

Nome:  Assoc.Cavaleiros Soberana Ordem M.Malta de SP Área em que atua:  Assistência a crianças

Responsável:  Benedito Dario Ferraz

Endereço:  R. Orlando Murgel 161 JabaquaraContato:  Thereza Cavalcanti Samaja Tel:  (0xx11) 5581 0944 Fax:(0xx11) 5581 0944

E-Mail:  cruzdemalta@amcham.com.br

Homepage:  www.cruzdemalta.org.br Necessidades: 1 Engenheiro de Segurança e 1 Engenheiro Elétrico


Geral

Paulo Freire e a esperança como mutirão

19 de Março, 2009 | Fabio Risério

Paulo Freire e a esperança como mutirão

Mario Sergio CortellaDentro da nossa sociedade, há uma palavra de que eu gosto demais, que se usa muito mais na área da periferia social e econômica do que nas outras áreas da cidade. É uma palavra forte no dia-a-dia da periferia, que é quando as pessoas se juntam para construir uma obra. É muito comum, o pessoal se juntar no sabadão – com um churrasco, cerveja – para levantar uma laje. Essa laje é levantada por todo mundo junto. Esse levantar da laje junto termina sempre com festa. O que, aliás, é um princípio religioso. O teólogo Leonardo Boff costuma dizer que é uma forma religiosa a festa, Jesus queria a festa. Foi por isso que Ele transformou a água em vinho, e não o contrário. Esta idéia da festa, de juntar-se, de comemorar depois de se levantar uma laje, ela ganha um nome na área periférica que é “bater laje”. Parece até uma coisa francesa, um ar mais sofisticado: “Aonde você foi? Fui a uma ‘batelaje’”. Mais ou menos como ir a um vernissage. A burguesia vai ao vernissage e o povão vai à “batelaje”. E nessa “batelaje” se dá um nome que eu acho muito gostoso: mutirão. A palavra “mutirão” tem origem no idioma tupi. A nação tupi usava a palavra “mutirão” para o trabalho que é feito junto. E a expressão em tupi vem da junção de duas idéias: a noção de tiron, que significa “junto” e po, que é “mão”. Por isso, a noção de potiron é a noção de mãos juntas. E daí que vem para nós a noção de mutirão. Paulo Freire é o grande inspirador deste mutirão. Homens e mulheres que se juntam no dia-a-dia e na história para construir uma outra realidade. Para fazer o inédito viável. No dia 03 de maio de 2007 foi inaugurada, dentro do campus da Universidade Católica de Brasília, uma esquina, com placa e tudo, chamada Inédito Viável, em homenagem a Paulo Freire. Para que as pessoas dali pudessem sentar-se nos banquinhos na esquina e pensar o futuro. Porque a noção de esquina é muito forte para nós. Paulo Freire usava muito essa expressão da esquina, ele gostava muito de falar da esquina da briga. Aliás, ele dizia que há uma briga na vida que vale a pena ser brigada: a briga pela dignidade coletiva. E dizia ele: “Cada um de nós briga numa esquina”. Lembra daquela história da briga da esquina? “Te pego lá na esquina, te espero na esquina”? Ele dizia cada um de nós briga numa esquina. Você briga na esquina da escola pública, o outro briga no núcleo de trabalhos comunitários, o outro briga na universidade, a outra briga na escola privada, o outro briga na ONG, o outro briga num teatro. Paulo Freire dizia: “Na vida, você pode até mudar de esquina, o que você não pode mudar é de briga”. E essa briga é, evidentemente, a briga pela dignidade coletiva. Por isso que na UCB há uma esquina com plaquinha em que está escrito: “Esquina Inédito Viável”. O inédito viável é movido por Esperança! Afinal de contas, qual é a primeira palavra que um ser humano é capaz de dizer e de entender? “Não”. Você vai com a mamadeira e ele diz: “Não”. Você põe na boca, ele cospe. Você quer levar a criança e ela não quer ir, ela solta o peso do corpo e você vai ter de arrastar. Porque ser humano é ser capaz de dizer “não”. Ser humano é ser capaz de recusar o que parece não ter alternativa, ser humano é ser capaz de dizer “não” ao que parece não ter saída. E só quem pode dizer “não” pode dizer “sim”. Há pessoas que dizem: “Ah, eu queria ser livre como um pássaro”. Pássaros não são livres, pássaros não podem não voar, pássaros não escolhem se vão voar ou não, nem para onde vão. Se quiser ser livre, tem de ser livre como um humano. E isso, um dia, Paulo Freire quando escreveu “Educação como prática da liberdade”, estava pensando na nossa humanidade. O que nos caracteriza é a possibilidade da recusa ao óbvio, a recusa àquilo que parece fatal. E, deste ponto de vista, quando lembramos de Paulo Freire estamos lembrando desta idéia da incapacidade de desistir. Porque quem ama não desiste. Quando você começa a desistir de algo, está começando a deixar de amar. E se há uma coisa que Paulo Freire não fez foi ter desistido. Porque a noção de não-desistência é uma noção amorosa. E quando ele levantava a idéia de uma briga que vale a pena ser brigada, essa briga é pela não-desistência do futuro onde há dignidade coletiva, onde há possibilidade de felicidade, onde há possibilidade de liberdade a ser partilhada. Paulo Freire alertava: é preciso ter esperança, mas tem de ser esperança do verbo esperançar, porque tem gente que tem esperança do verbo esperar e, aí, não é esperança e sim espera. Ah, eu espero que dê certo, eu espero que resolva, eu espero que funcione. Isso é pura espera; esperançar é ir atrás, é não desistir. É por isso que fazemos mutirão, é por isso que nos juntamos, é por isso que vamos esperançando…*Mario Sergio Cortella é filósofo, mestre e doutor em Educação pela PUC-SP, na qual é professor-titular do Departamento de Teologia e Ciências da Religião e da Pós-Graduação em Educação (Currículo).


Agenda

VIII Reatech - Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade

19 de Março, 2009 | Fabio Risério

VIII Reatech - Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade
Localidade: São Paulo - SP
Em um país com mais de 26,5 milhões de pessoas com deficiências e cerca de 500 pessoas que todos os dias adquirem algum tipo de deficiência, empresas dos mais diversos setores se especializam continuamente para trazer acessibilidade para todos. É com o objetivo de promover essa inclusão apresentando novas tecnologias e lançamentos de equipamentos e serviços, inclusive do exterior, que São Paulo recebe pelo 8º ano consecutivo a terceira maior feira mundial do setor - VIII Reatech Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade.
Destinado às pessoas com deficiências físicas, mentais, visuais, auditivas e múltiplas, além de seus familiares e profissionais da área, o evento será realizado no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo e contará com transporte gratuito (ida e volta), saindo da Estação Jabaquara do Metrô (Rua Nelson Fernandes ao lado do terminal de ônibus).
Resultado da parceria entre o Grupo Cipa Feiras & Congressos e a Revista Reação, a próxima edição espera atrair mais de 40 MIL visitantes durante os quatro dias. Além de fomentar as discussões sobre o assunto levantando as principais necessidades, dificuldades e desafios deste mercado, nosso objetivo é proporcionar ao visitante da Reatech um mundo novo em reabilitação, inclusão e acessibilidade, explica Rodrigo Rosso, da Revista Reação. Em 2008, mais de 37 mil visitantes prestigiaram a feira e puderam conhecer os últimos lançamentos em soluções tecnológicas e diversificadas soluções em acessibilidade.
Além da exposição comercial, a Reatech 2009 terá uma extensa programação de artes cênicas e grupos de dança compostos por artistas com deficiências; atividades de eqüoterapia; galeria de arte; parque infantil adaptado; quadras para a prática de esportes; test-drive de carros adaptados, de cadeiras de rodas motorizadas e scooters; pista de kart também adaptado; mini-fazendinha com animais para terapia; além de palestras, congressos médicos, seminário de educação inclusiva e atividades abertas ao público e outras atrações. Uma novidade importante para 2009 serão as atividades e seminários voltados à terceira idade. “Em todas as outras feiras deste tipo no mundo, as pessoas idosas vêm se mostrado um grande público para produtos e serviços do segmento. E no Brasil não é diferente”, conta Rosso.
O público aguarda a feira para comprar ou escolher os produtos que irão adquirir durante o ano. Além disso, o crescimento e reconhecimento do evento evidenciam a maior conscientização do papel das pessoas com deficiências enquanto cidadãos e consumidores em potencial e da aposta da indústria voltada a esse público, ressalta José Roberto Sevieri, presidente do Grupo Cipa e Diretor da Reatech. Ainda de acordo com ele, hoje, a Reatech tem influência em aproximadamente 40% dos negócios gerados nesse mercado, que movimenta anualmente cerca de R$ 1 bilhão.
Local: Centro de Exposições Imigrantes - Rodovia dos Imigrantes Km 1,5 - São Paulo (SP)
Dias 02 a 05 de abril
Horário: quinta e sexta das 13h às 21h; sábado e domingo das 10h às 19h
Mais informações:
www.reatech.tmp.br ou pelo telefone (11) 5585-4355
Entrada gratuita


Notícias

Nota baixa na escola: a culpa nem sempre é do aluno

19 de Março, 2009 | Fabio Risério

Nota baixa na escola: a culpa nem sempre é do aluno
07/03/2009
Fonte: A Gazeta

O ano letivo nem bem começou e aí está você, preocupado com o desempenho escolar do seu filho. Mas antes de forçá-lo a estudar mais do que o necessário ou deixá-lo de castigo por tirar uma nota baixa, pense que há outros fatores que podem ser responsáveis por esse mau desempenho.
“Um problema de aprendizagem pode ter várias causas, que vão desde a limitação da própria criança até o modelo pedagógico da escola, além de questões familiares”, destaca o psicopedagogo Cláudio Miranda.
Para evitar dores de cabeça no final do ano, é aconselhável avaliar agora o comportamento da criança ou adolescente. “No início do ano os pais devem ficar atentos às falas dos filhos, de quem eles falam, o que eles falam, e como eles falam (se tem muita carga emocional ou não)”, ensina Miranda.
Para ele, os pais devem ajudar o filho, principalmente se houve mudança de escola ou colegas. “Caso a situação persista deve-se procurar ajuda especializada”, aponta.
Colocar a culpa apenas na criança é um erro muito mais comum do que se imagina, inclusive entre os próprios alunos. Em pesquisa recente da Unesco, 82% dos alunos ouvidos dizem que, se não passar de ano, a culpa é sua, muito mais que da escola (mencionada por apenas 5%) ou dos professores (3,7%).
Os pais também culpam o filho: Outra pesquisa, “A Escola Vista por Dentro” indica que 63% dos pais da escola municipal e 54% dos da estadual culpam o filho por sua repetência.
Malandragem?
Mas nem toda reprovação é sinônimo de malandragem. “Existem alunos que estudam e não conseguem aprender tão facilmente. Isso pode acontecer por uma questão de aptidão para determinado tema e até pela relação com o professor, que pode causar uma verdadeira aversão pelo assunto”, aponta o especialista.
Para a pedagoga Eliza Bartolozzi, a estrutura das escolas e o próprio currículo fazem os alunos se desinteressarem. Segundo ela, o currículo “ainda é fragmentado, não traduz a complexidade e a diversidade da vida humana”.
O importante é ficar atento ao comportamento dos filhos logo no começo do ano, para ter tempo de evitar uma possível reprovação, destaca o psicopedagogo Cláudio Miranda.
Pais devem ficar de olho sempre
Só porque você paga uma escola particular, não pense que pode abrir mão de acompanhar a educação do seu filho de perto. Quem coloca o filho em escola particular (12% do total das matrículas da educação básica) tende a acreditar que elas são melhores que as escolas públicas.
Mas o problema é que mesmo os alunos ricos do Brasil têm desempenho pior do que o dos alunos mais pobres dos países desenvolvidos em avaliações como o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), do MEC.
“Por melhor que seja uma escola, os pais devem acompanhar o desenvolvimento do filho e estimulá-lo a aprender mais, acompanhando-o nos deveres de casa e incentivando o gosto pela leitura”, aponta o psicopedagogo Cláudio Miranda.
Ele destaca que qualquer instituição pode cometer erros. E que crianças e adolescentes podem não se adaptar a determinadas linhas pedagógicas. “Pais atentos poderão corrigir mais rápido quaisquer problemas que possam surgir”, lembra.
Como identificar as dificuldades
Quem tem filhos adolescentes sabe: muitas vezes, é difícil distinguir a dificuldade, da malandragem. Mas, segundo o psicopedagogo Cláudio Miranda, com um pouquinho de atenção, dá para descobrir a diferença e optar pelo castigo ou pelo diálogo.
“Uma criança ou adolescente que não se adaptou à escola irá apresentar muito mais reações e comportamentos atípicos para a série e idade em que se encontra”, ressalta. Nesses casos, de acordo com o especialista, pode haver com freqüência apatia, choro, recusa a ir a escola, além de reclamação da professora e dos colegas.
Interesse
Segundo o especialista, quando é malandragem a criança vai bem na escola, mas não faz as atividades por falta de interesse mesmo, ou para chamar atenção.
“Mesmo assim, os pais devem ficar atentos porque a própria malandragem pode refletir a não-adaptação. A falta de compromisso e o desinteresse também são sinais de que algo vai mal na vida acadêmica ou pessoal do aluno”, aponta.
Ajude seu filho
Vários fatores podem comprometer o desempenho do seu filho na escola. Saiba quais são e como ajudá-lo:
Causas
Na própria criança: Limitações fisiológicas, emocionais e intelectuais podem fazer com que a criança apresente dificuldades específicas na escrita, como troca ou omissão de letras, atraso na leitura e dificuldades de raciocínio lógico
Na família: A família pode ser causadora de problemas na aprendizagem quando os adultos responsáveis pela criança não valorizam a vida acadêmica da criança. A falta de acompanhamento diário dos deveres também pode pode ser uma causa. Um relacionamento tumultuado em casa também gera tensão na criança, predispondo-a ao fracasso
Na escola: A metodologia, o sistema de avaliação e a relação professor/aluno podem influenciar diretamente no desempenho, tanto positiva quanto negativamente
No relacionamento com colegas: Ser alvo de chacota e discriminação pode afastar a criança da escola e criar uma baixa auto-estima, que vai desestimulá-la a estudar
Sinais
Físicos: A criança pode sentir uma reação psicossomática, como tonteira, náusea, dor de cabeça, sudorese, tremores, dor de barriga, além de apatia e choro
Sociais: Ela também pode se afastar dos colegas, não ter mais vontade de ir a festinhas, provavelmente com medo de ser ridicularizada
O que fazer
Atenção: Ficar atento a mudanças de comportamento dos filhos e até sintomas físicos
Presença: Pais e mães devem ir a reuniões da escola e falar com professores e equipe técnica sobre as dificuldade do filho
Diálogo: Procure conversar com seus filhos. Mostre-se preocupado e disponível para seu filho. Faça isso de forma acolhedora sem usar palavras duras e ríspidas
Procure ajuda: Caso seja necessário procure os pedagogos da escola e converse sobre o que pode estar acontecendo e como é possível ajudar
Mude de escola: Mudar de escola pode ser uma solução quando tudo já foi tentado antes. Mas uma mudança ao primeiro sinal de dificuldade pode ser apenas uma mudança de endereço